José Benício

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Homenagens

Outros escritores

Meus poetas preferidos

Não deve haver muita novidade, afinal os mestres da poesia e da lusofonia passam pelo Rio Tejo e navegam no Oceano, chegam às praias da Bahia e depois mansamente são vistos pela boemia da Lapa no Rio de Janeiro, sem esquecer os poetas Bandeirantes e os
Mineiros.

Aos poucos vou incluindo os demais.

Nosso poetinha
(poeta dos elementos José Luís Abreu Lima)

Nasceu em Matosinhos
Um poeta pleno
De todos os elementos
De todos os tempos
Percorreu todos os caminhos
Poeta que sonhava grande
Por ser grande seu sonhar
De poesia fácil
Português herdeiro inconteste
De Camões, Sá Ferreira
Fernando Pessoa e Florbela
Fã do fado e de Amália
Amante das artes
Jovem na poesia
Ancião no saber poético
José Luís Abreu Lima
Mas podemos chamá-lo
Apenas: Poetinha.

Leminskiando
(homenagem à Paulo Leminski)

Gota d’água
          Da gota serena
               Cai e não molha
                      Eterno dilema

          Gota da gota
              Que pinga e respinga
                    Na agulha a seringa
                                  Minha alma pequena...

Passei uma tarde com Drummond

Bebemos chá, conversamos solenes
Duma varanda em Copacabana
Me senti importante
Mostrei versos tímidos ao poeta
Que leu, franziu a testa
Mas polidamente nada comentou.
Perguntei coisas que sempre sonhava
O caminho das pedras, aquelas do meio do caminho...
Ele quis sorrir, mas permaneceu sério, como poeta.
As horas voavam e eu queria que ela congelasse
Me deixando respirar o ar da poesia plena
Passei a tarde com o poeta,
Agora me encorajo com minhas pobres linhas
E tantas hão de vir no meio do caminho...

Clarice Lispector

Poetisa intensa.
Uma artesã das letras

De poemas mágicos
Encantava sempre
Perfeita artista dos versos...

Re(Gullar)mente

Leio o poeta Gullar ao me deitar

Para sonhar com seus versos

E com suas tantas possibilidades

        ...   Brincar   ...

E no meio do meu sonhar

Entre musas e medeias

Me deleitar!

Poema para Drummond I

Amar, dor da vida
Desamar, missão complicada
Apaixonar, beco sem saída
Esquecer, dura cilada.

Amar, desconforto da alma
Desamar, martírio sem fim
Apaixonar, mansamente acalma
Esquecer, difícil pra mim.

Amar, sofrimento anunciado
Desamar, esquecimento mortal
Apaixonar, fácil sendo enamorado
Esquecer, infinito final.

Rosas minhas
(para Cora Coralina, Cecília Meireles e Florbela Espanca)

Minhas rosas
Rego com versos
E elas são lindas
Como Coralinas!

As minhas rosas
Em prosas
Ficam tristes
Quando não as molho
Viram Cecílias ou Florbelas
Com mil facetas
em pétalas sinceras...

As minhas rosas
são poemas de criança
Sorriem, choram
se desmancham todos os dias
Para nasceram rosas
como nascem as poesias...

Poema para Drummond II

Poeta maior,
inventaram o micro!

Apunhalando de maneira
fria e premeditada
a poesia mais trabalhosa.

Aquela que se risca, rabisca
tropeça e continua fogosa.

Que magia agora existe
no verso que não combina
com o tec tec que insiste?

Com o papel na bobina
O espaço que ecoa
entre o verso e a mente
e a rima que voa...

Para Florbela e Augusto: Do(i)s Anjos
                                        
Tira da tua alma encarnada
O fel da tristeza que contém
Chore por noites e madrugadas
Escarre o veneno que te convém

Invente um poema de amor
Faça juras que não vai cumprir
Engane o diabo com uma flor
Reze para Deus no porvir

Sonhe com quem te causa dor
Faça amor selvagem sem fingir
Grite e goze sem nenhum pudor

Prove o sabor do dissabor
Se embriague com o pior licor
E de porre durma sem sentir.

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